Você já observou, nas noites de verão, aquelas nuvens estranhas e brilhantes que brilham como faróis azuis no céu?

Essas nuvens são chamadas noctilucentes e, segundo os cientistas, estão se tornando cada vez mais visíveis.

As nuvens noctilucentes, também conhecidas como nuvens mesosféricas polares, são um fenômeno meteorológico curioso, visível, depois de escurecer nas latitudes próximas aos pólos (entre 50 e 70 graus norte e sul do equador).

Eles se formam, quando o vapor de água congela partículas de poeira de meteorito, em altas altitudes.

De fato, eles se formam a uma altura aproximada de 80 km acima da superfície da Terra, na mesosfera, a parte da atmosfera, além da estratosfera.

A cor azul elétrica das nuvens noctilucentes é causada pelo vapor de água congelado que adere ao pó do meteorito, formando pequenos cristais.

O vapor de água na mesosfera vem de duas fontes:

1- O vapor que se eleva da superfície da terra.

2- Metano, um potente gás de efeito estufa que produz vapor de água, através de reações químicas, na mesofera.

Estas nuvens brilhantes foram observadas pela primeira vez em 1885, após a erupção do vulcão Krakatoa na Indonésia, que liberou grandes quantidades de vapor de água.

Embora, os registros dessas nuvens tenham se tornado mais comuns ao longo do século XX, alguns cientistas especulam que esse fenômeno está ligado à suposta mudança climática.

De acordo com esses membros da comunidade científica, o aumento das emissões de metano aumentou as concentrações de vapor de água na mesosfera em 40%, desde o final do século XIX.

As maiores quantidades de vapor de água permitem a formação de cristais de gelo maiores, o que torna as nuvens mais visíveis.

No entanto, especialistas alertam que o possível impacto de nuvens noctilucentes no clima da Terra deve ser objeto de pesquisas futuras.

De acordo com um relatório da National Geographic, James Russel, líder da pesquisa, diz:

“Nós detectamos ‘fumaça de meteorito’ embutida em nuvens noctilucentes.”

O estudo também sugere que um aumento no metano na terra bombeia o excesso de vapor para a atmosfera da Terra. Essa é a razão pela qual essas nuvens, características dos polos, foram encontradas em latitudes mais baixas.

A pesquisa, publicada no Journal of Physics of Earth’s Atmosphere and Solar, revela os resultados de dois anos do satélite AIM, lançado pela NASA, especificamente para estudar este fenômeno.

A verdade é que as nuvens noctilucentes estão aparecendo com mais frequência, mais brilhantes e mais próximas do equador, possivelmente devido ao metano.

Segundo a NASA, a mesosfera é “semeada pelos finos destroços dos meteoros em desintegração”, e isso provavelmente cria uma atmosfera de nuvens de cristais que se acendem.

Apesar de todos esses estudos e pesquisas recentes, essas nuvens impressionantes que brilham à noite continuam sendo um mistério que a ciência ainda não conseguiu explicar, satisfatoriamente.

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