Hoje, te apresentamos um caso médico, muito peculiar, que vem sendo debatido há muito tempo pela comunidade científica.

É o chamado geno recurvato, ou joelho hiperestendido.  

Devido a esta estranha doença, algumas pessoas passam a vida andando de quatro.

Esta condição estranha e rara ocorre uma vez a cada 100.000 crianças nascidas vivas e aparece com mais frequência em mulheres.

Dependendo do grau de hiperextensão no joelho da pessoa, ela será capaz de andar de pé ou ser forçada a usar as mãos como se fossem um par extra de pés, caminhando sobre “quatro patas”.

As primeiras ocorrências documentadas dessa deformidade aconteceram no início do século XIX.

No ano de 1886, uma menina chamada Ela Harper foi apresentada em um circo andando sobre quatro pernas, como se fosse um fenômeno monstruoso.

Essa deformidade tem sido associada a uma multiplicidade de fatores, mas ainda não sabemos ao certo a verdadeira causa.  

Pacientes com hiperextensão do joelho geralmente apresentam outras condições, como displasia do quadril ou do pé torto.

A hiperextensão do joelho também pode gerar dores severas no joelho e articulações, bem como rigidez devido à desintegração da cartilagem e do osso.

Fisioterapia pode ajudar algumas pessoas, mas em casos graves, a cirurgia é a única opção.

Infelizmente, muitas dessas pessoas são consideradas verdadeiros monstros da natureza, enquanto tentam levar uma vida mais normal quanto possível.

Um caso muito famoso, matéria lançada pela BBC em 2006, é sobre uma família turca que anda de quatro, apoiada em suas mãos e pés, como se fossem quadrúpedes.

A princípio, os cientistas sugeriram que esse caso poderia estar ligado ao estudo da evolução humana, uma vez que poderia ser derivado de informações genéticas involuídas.

Incrível, certo?

Felizmente, após anos de pesquisa, um estudo recente de Liza Shapiro e sua equipe na Universidade do Texas em Austin determinou o seguinte:

Este grupo de humanos quadrúpedes não representa um estágio retrospectivo da evolução de nossa espécie, mas os membros desta família sofrem de uma doença conhecida como síndrome de “Uner Tan” (UTS).

Em sua forma mais extrema, a síndrome de “Uner Tan” é caracterizada por hipoplasia cerebral, perda de equilíbrio e coordenação, bem como deterioração das habilidades cognitivas, o que, no final, resulta em ser capaz de andar apenas com as mãos e os pés.

O trabalho indica que os membros desta família turca não caminham de acordo com o padrão diagonal característico de primatas não humanos, como macacos e símios, o que nega a teoria segundo a qual as pessoas com UTS são um modelo humano de evolução inversa ou “involução”.

Em conclusão, o quadrupedismo responde aos princípios biomecânicos e não evolutivos.

O que nos surpreende é que os cientistas precisaram fazer tantos estudos para determinar um evento que parece tão lógico e tão distante de “suposições evolutivas”.

Aparentemente, para algumas pessoas é tão difícil ou impossível andar na vertical, tanto quanto para outros é respeitar as dificuldades e valorizar as diferenças que todos os seres humanos têm.

 

 

 

 

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